Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos,
porque a história de nossos políticos
pode causar deficiência moral irreversível.

É a vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida pública.


sábado, 28 de julho de 2007

Solene galhofa

Foto do Presidente da República,
num verdadeiro programa de auditório,
onde o apresentador é ele.

Lula fica muito bem nesse papel.
Na solenidade de posse de Nelson Jobim, Lula enfim se sente grandioso outra vez, está completamente à vontade. Está "entre os seus’, uma gente que tem a obrigação de aplaudi-lo. Seus comparsas precisam mais dele do que o povo faminto e desempregado.
Como o governo virou uma zona, onde ninguém tem o menor respeito pelo cargo que ocupa, o que deveria ser uma solenidade virou conversa de botequim, ou melhor, um programa de auditório. Lula fez piadas, contou historinhas, disse besteira (como sempre), disparou comentários desagradáveis a alguns. O Presidente da República era um palhaço no picadeiro. E todos gargalhavam. Muitos “por serem do gênero”, outros por obrigação mesmo. Para não ser injusta, recorri ao Aurélio para saber o exato significado das palavras “solene e solenidade”. De fato, o que houve ali foi qualquer outra coisa, menos solenidade. Ao terminar a solene galhofa, em que pessoas chinfrins brincavam de gente respeitável e capaz de assumir altos cargos, os repórteres partem para entrevistar o novo Ministro da Defesa.
Nelson Jobim demonstra não ter o menor entendimento sobre o ministério que está assumindo, ao não responder a pergunta alguma. Repete dezenas de vezes que as providências serão vistas na ocasião oportuna. Como agora, por exemplo, que enfim resolveram fazer as ranhuras (o tal do growing) na pista de Congonhas, porque perceberam ser necessário. Pena terem descoberto com um certo atraso, mesmo não sendo esse o único motivo do desastre. Para não dizer que Nelson Jobim não respondeu absolutamente nada, quando quiseram saber o motivo de aceitar o Ministério da Defesa, depois de ter rejeitado o cargo antes, ele disse : "Minha esposa achou que eu deveria aceitar." Agora entendi. Ao dizer, todo macho, "Agora quem manda sou eu", estava descontando a obediência que lhe é exigida em casa. Já deu para notar: lá, na casa do Ministro da Defesa, quem manda... é ELA.
Que os anjos nos defendam!
Frase que ouvi na televisão:
"Nós não escapamos daquele desatre. Lá estávamos todos nós." (lamento não saber o nome do autor da frase)