Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos,
porque a história de nossos políticos
pode causar deficiência moral irreversível.

É a vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida pública.


domingo, 12 de agosto de 2007

Ele é contra os amadores que escrevem na Internet

Folga aos políticos.
Mas que eles me aguardem, pois volto logo.
A revista Época (06/08 - pág. 71) apresenta uma entrevista feita por Leandro Loyola com o titulo “A web 2.0 uma ameaça à cultura” . Nela, o entrevistado é Andrew Keen (o rapaz antipático da foto) que critica todos os amadores e blogueiros que se metem a escritores na Internet. “Andrew Keen foi um dos pioneiros da internet na Califórnia dos anos 90. Hoje, Keen é um cético, uma voz dissonante daqueles que se empolgam com o conteúdo produzido e divulgado por qualquer internauta. Tornou-se um dos críticos mais vocais desse fenômeno, conhecido como web 2.0. Em seu livro (O Culto ao Amador), ele diz que a web 2.0 nivela por baixo a produção, piora a qualidade da informação e ameaça a cultura. “Há muita picaretagem na internet”, afirma. Andrew Keen, é formado em História, estuda e escreve sobre internet, mantém o site thegreatseduction.com e produz um podcast para o site AfterTv. Além de ser atualmente um escritor num site (amador, pois não estudou Letras e faculdade de História não fabrica escritores), “Keen foi um dos pioneiros da explosão econômica da internet com a empresa Audiocafe.com”. Ou seja, Keen é, de fato, um historiador, mas seria apenas amador tanto na área de Letras e Economia. Será que estou errada ao entrar na lógica Keeniana? Qual seria a diferença entre um amador suspeito de formar uma 'oligarquia' e tantos jornais e revistas que já se mantêm como tal há décadas? O que este crítico teria a dizer sobre o atual espaço de José Dirceu, por exemplo, num jornal de grande circulação ? Os amadores escrevem em seus blogs por prazer e DE GRAÇA, pois é um direito que a liberdade lhes oferece. Ao contrário, muitos são os jornalistas que ainda cobram para deixar comentários vazios e bobos em colunas espalhadas pela mídia afora. Talvez a frustração a que se refere Keen seja a dele próprio, pois acabou sendo soterrado por toda essa gente na Internet, que tem o direito indiscutível de dizer o que quer, da maneira que quer e nem o conhecem. Talvez o ideal fosse ignorar tal entrevista . Segundo Keen, “muitos são jornalistas fracassados, gente que não conseguiu ser da mídia, por isso é ressentida, raivosa. Eles têm fome de poder. Representam um novo tipo de oligarquia que encontrou um meio de obter uma grande parcela de poder. São treinados, podem ter agendas sobre as quais nada sabemos. São tendenciosos, bem formados, jovens, raivosos e radicais. Não têm valores significativos, na minha visão, para a nossa cultura.” Para esse rapaz contrariado com a liberdade alheia, qual seria a diferença, entre um amador na Internet, suspeito de formar uma 'oligarquia', e tantos jornais e revistas que já se mantêm como tal há décadas? O que este crítico teria a dizer sobre o atual espaço de José Dirceu, por exemplo, num jornal de grande circulação ? Os amadores escrevem em seus blogs por prazer e DE GRAÇA, pois é um direito que a liberdade lhes oferece. Ao contrário, muitos são os jornalistas que ainda cobram para deixar comentários vazios e bobos em colunas espalhadas pela mídia afora. Talvez a frustração a que se refere Keen seja a dele próprio, pois acabou sendo soterrado por toda essa gente que tem o direito indiscutível de dizer o que quer, da maneira que quer , mas sequer o conhecem.
O QUE FALAM DELE: Blogueiros já o chamaram de “uma prostituta mental do establishment”
e de “Anticristo do Vale do Silício”
Comentários de outros leitores da entrevista:
Wallace Vianna concordo quando diz que "ÉPOCA – Quem são os membros dessa nova oligarquia? Keen – Muitos são jornalistas fracassados, gente que não conseguiu ser da mídia, por isso é ressentida, raivosa. Eles têm fome de poder. Representam um novo tipo de oligarquia que encontrou um meio de obter uma grande parcela de poder. São treinados, podem ter agendas sobre as quais nada sabemos. São tendenciosos, bem formados, jovens, raivosos e radicais. Não têm valores significativos, na minha visão, para a nossa cultura. " Há muita gente que escreve não para informar mas para manipular a opinião de acordo com seus interesses, com o pomposo título de "colunistas" ou "comentaristas" sendo que não, na web, há como checar se as pessoas são o que dizem ser. Marcia O pior é que esse papo é antigo. Lembram que a TV ia acabar com o cinema? Ele coloca o “cidadão comum” como um bando de idiotas sem capacidade para produzir nenhum tipo de conteúdo. Do outro lado, a imprensa qualificada e imparcial, capaz de propagar a cultura. Sabemos que o mundo, felizmente, é muito mais. Ele não se divide entre “cidadãos comuns e idiotas” x “imprensa qualificada”. As pessoas devem ter capacidade crítica para avaliar o que estão lendo, e se não tem, a internet é um meio excelente para exercitar essa capacidade. Ter essa capacidade ou não, não depende do meio. Depende da pessoa. Senão todo “cidadão comum” pré-internet não seria um “cidadão comum idiota”. A mídia tradicional não vai acabar, mas vai ter que sair da sua zona de conforto. O trabalho de qualidade sempre vai ser reconhecido. Mas o que vemos é que os grandes jornais hoje em dia, em uma paranóia de ser o mais rápido a dar a notícia com o menor custo, se restringem a dar uma roupagem nova e a replicar as notícias produzidas pelas grandes agências. Onde estão os bons profissionais? Lembrei agora de uma chamada em um grande jornal, dito sério, na semana passada: “PILOTO DA TAM É ASSASSINADO” O que eles pretendiam com isso? Insinuar levianamente que a empresa estava queimando arquivo? Sim, porque o fato era um homem foi assassinado em um ponto de ônibus. Também me admira a ingenuidade desse senhor em afirmar que grandes corporações como Wal-Mart e Exxon Móbil poderiam estar colocando conteúdos na internet disfarçados de conteúdos de fontes independentes. Isso sempre aconteceu na mídia tradicional. Ameaça a cultura é ficar a mercê só desses meios de comunicação. Todo mundo tem o direito de se expressar sim. Daqui a pouco a minha filah de 1 ano vai expressar um monte de bobagens no seu laptop das Super Poderosas, mas é a partir daí que surgem os talentos, ou não, e que as pessoas aprendem que nem tudo que se lê por aí é para ser levado a sério. Além do mais, tem gosto pra tudo. Ao invés de assistir o jornal nacional baixo astral eu posso sim querer ler sobre física quântica ou sobre técnicas de escova progressiva. A web 2.0 ainda é embrionária, e o que ela vai ser só vamos saber daqui a uns anos. E ainda bem que esse é um caminho que não tem volta! Diego Guzella ou, sem lógica. eu nunca perdi tempo comentando materia na net antes, mas esse cara tá tão maluco que eu tive que falar alguma coisa. eu ão sei se eu critico ele ou a época por colocar uma bosta dessa na mídia. Gente, o cara tá doidão, fica falando que não tem como conhecer os jornalistas pela net, até parece que alguém conhece os jornalistas da folha impressa. Uma pergunta aterradora para o Keen: você falou que é mais fácil manipular a mente dos internautas pelo governo, a ditadura que assolou o brasil nos anos setenta sobreviveria na rede? Claro que não.... pessoal da época, escolham figuras mais interessantes e menos tolas. Por favor. Sempre irá existir sites de notícias de mais confiança que outros, assim como no impresso, e é isso que espero da época, que peneire o que tem de ruim na internet, e nessa reportagem vcs não fizeram isso. David O certo é que realmente o mercado de um modo geral esta ficando pequeno. Tem muita gente no mundo com tempo de sobra pra fazer muita coisa. Isso pode não ser tão aparente, mas ainda veremos isso ser comprovado por estudos. O fato real é que grandes empresas conservadoras tem perdido espaço e seus grupos tem perdido poder. Ele mesmo é um deles. Ele é muito arrogante achando que só poucos podem escrever, e fala de oligarquia nova, acho que ela é mais aberta doque a oligarquia atual sendo mais fácil subir na estratificação social. Eduardo Se ele está certou ou errado apenas o tempo dirá. Me resta expressar minha opinião: discordo totalmente dele. Acho que o futuro reserva espaço tanto para o jornalismo amador quanto para o profissional. carlos mota A profusão de "autores" facilitada pela internete guarda semelhança com um fenômeno ocorrido no apogeu de Roma Antiga, quando praticamente todos os patrícios se meteram a produzir "arte". Guindados, por conta própria, à ribalta, eles simplestemente reduziram a zero o número de espectadores voluntários. Não tendo ninguém para assisti-los voluntariamente, partiram para o descarado suborno, contratando os seus aplaudidores, chamados de claque ou, como ocorre hoje, uns comparecendo aos "shows" dos outros, reciprocamente. Além de outros, esse foi sem dúvida um fator que contribuiu para a derrocada do Império Romano. Se for para colocar abaixo o Império Norte-americano, que mais e mais idiotas se metam a artistas! Tiago Celestino Nem li a materia toda, só pelo o titulo conclui-se que para esse Keen, o internauta não é nada. José Lima Está havendo mais uma mudança instrumental para a manifestação cultural. Os poetas influenciavam mais quando não havia rádio nem televisão. Assistí-los declamar era como ler um blog de computador hoje. Carlitos, apesar da genialidade, estranhou a chegada do cinema falado e repudiou a automação. Os fenômenos que preocupam o sr. Keen são altamente corrosivos, sim. Mas sua própria inquietação já pode ser um sinal de que o modelo que aí está de comunicação informatizada sofre crítica de alta significância e, naturalmente, disso resultará a separação entre o joio e o trigo, que não preocupava a humanidade até aqui, deslumbrada com as aberturas da "web". Luiz Carlos Com a mídia tendenciosa e que se articula como partido político, a Internet é o último reduto dos que pretendem informações reais sobre os acontecimentos no Brasil. DAVID NOMERO DE MACEDO É COMO SE DIZ, MENTIRAS E VERDADES, SEMPRE VÃO EXISTIR EM TODO TIPO DE COMUNICAÇÃO, E A WEB 2.0 NÃO VAI FICAR DE FORA. CABE A NÓS LEITORES, E ESCRITORES DE PLANTÃO,COLHERMOS O TRIGO E EXPURGAR O JOIO. A WEB NÃO FAZ MAL A NIGUEM. jorge
Ele diz que a enciclopedia livre é inconfiavel, pobre. Mas em teste feito há alguns anos, os verbetes nela publicados foram comparados aos da tradicional Britannica para se ver qual seria a mais confiavel. Resultado? As duas apresentavam o mesmo nível de erros e incongruencias. Na boa? Esse cara está na folha de pagamento de algum grande grupo de mídia, se investigar acha. É o Patrick Moore da mídia!! :) (http://www.escriba.org/) jorge
Curioso é que ele , mesmo tão crítico, mantém um blog e um podcast. Ele então não se considera um amador, correto? Ou seja, o mundo é só para especialistas, os amadores que se ponham no seu lugar. Hahahaha, quem tem boca fala o que quer, não é mesmo? (http://www.escriba.org/) HS A grande questão que devemos refletir sobre esta matéria é que a internet é mais um canal de informação, como a TV, o Rádio, jornal, etc. Assim como na internet, tem muito joão ninguem por ai que tem pequenos jornais, programas em rádios, programas em tv, que também usam e abusam da informação para extorquir e ganhar dinheiro, sem se preocupar com a veracidade das informações. O que devemos é ser críticos, peneirar, buscar a verdade, não acreditar em tudo que vemos ou ouvimos. UPSETS QUER DIZER QUE ELE "LÊ ATRAVÉS" E ENXERGA O N.Y.TIMES PRÓ-ISRAEL??? ALGUÉM AÍ POR CARIDADE ME INFORME AONDE FICA ESTES EUA. INFORME-SE COM QUALQUER AMERICANO E TIRE A PROVA.

4 comentários:

  1. Ele quer aparecer... e a unica forma de aparecer é falando sobre a internet é indo contra a liberdade que esta rede dá a todo cidadão..todos somos iguais na internet.. sempre vai existir alguem que vai querer rotular ou modificar a forma de navegar na net.. mas vai ser dificil conseguir mudar o caminho natural da Rede..

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  2. Concordo com o Keen até o ponto em que o anonimato da web teoricamente facilita com que pessoas com propósitos nebulosos tentem manipular a opinião. Um exemplo é desqualificar uma pessoa no lugar (ou a fim de) de desqualificar atitutes ou opiniões.
    No mais, a web é uma mídia como qualquer outra, e as pessoas que atuam nela tem erros e acertos.

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