segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cegueira política

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O Pantanal pede socorro para evitar que sua área vire uma plantação de cana-de-açúcar. De um lado está Reinhold Stephanes, que insiste em transformar um local defendido pelos ambientalista numa fábrica de etanol; de outro está Carlos Minc, que também não merece confiança, do contrário não faria parte deste governo .

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Caso a intenção de desmatar o Pantanal, como fazem com a Amazônia, fosse, ao menos, plantar abóbora ou chuchu poderíamos até perdoar sua falta de visão do mundo em que eles próprios vivem. Mas não, seus interesses são escusos. Não adianta alegarem que tanta irresponsabilidade tem um objetivo decente, como angariar fundos para o país, "pelo bem dos brasileiros", porque o povo não se alimenta de cana nem bebe etanol. Nem tão pouco o dinheiro que entra nos cofres da União é decentemente aproveitado.

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Incrível, mesmo, é agirem como se não fizessem parte deste mundo desmantelado por alucinados globais. Os políticos brasileiros olham para tudo e todos, como se os vissem de cima, bem acima. Acreditam tanto em sua onipotência que não lembram dos filhos e netos que sofrerão, no futuro, as conseqüências de seus atos, mesmo que venham herdar os cargos políticos dos papais, como de costume.
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Como a alucinação política provoca cegueira, poderiam ser avisados de que têm poder apenas CONTRA quem lhes dá votos, mas não contra a natureza. A natureza eles não compram nem podem corromper.

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2 comentários:

  1. E de que vale reclamar?
    Valeria a pena se houvesse do lado do bem uns trinta Brunos M. que tivessem corageme fossem la quebra todas a smaquinas e dar um surra em quem esta autorizando o desmatamento

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  2. Deveríamos colocar os NETOS e BISNETOS das OTORIDADES morando obrigatóriamente ao lado de cada fábrica ou usina autoeizada ou criada por ela. Aí .....

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