quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Agressividade e bandidagem na política I



Em Alagoas, no desespero atual em  que os políticos   'respiram'   votos,  Fernando Collor conseguiu transformar sua conhecida agressividade numa humildade fictícia e  pediu desculpas por ter xingado o repórter Hugo Marques, da revista "Isto É".   Mas não deixou de explicar que  xingou o repórter da revista, não o repórter, como se isso  amenizasse sua grosseria.*

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Segundo esse ex-presidente que sofreu impeachment, o repórter teria cometido  má-fé, ao divulgar o trecho da gravação de um telefonema, em que o parlamentar o chamou de "filho de uma puta".  Fingiu ignorar que cabe aos repórteres  informar o que ocorre, ainda mais numa situação grotesca como essa.   Mas, como todo político que se preza,  Fernando Collor apresentou um possível sofrimento como escudo ('Já tenho apanhado tanto, sofro tanto, não perdi minha capacidade de me indignar.)   *

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Ontem, a fome eleitoral  tomou conta das ruas no centro de Maceió.   Foi a  banda política Juventude do PTB  contra  o  "Fora Collor", de movimentos sociais e pessoas da sociedade civil organizada.  Carros de som do "Fora Collor" repetiam parte da conversa gravada entre Collor e o jornalista Hugo Marques, ou melhor, repetiam os palavrões de Collor.  
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O mais interessante nessa  'ocorrência':  um dos organizadores do ato dos colloridos   era justamente  o prefeito de Traipu, Marcos Santos (PTB), preso por corrupção e solto graças a uma liminar. 
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O evento foi extremamente collorido. Não apenas pelo carro de som com o xingamento parlamentar, como  pela proximidade de um ex-presidente com um ex-detento.*

Vemos L.I., que ontem  pedia  FORA COLLOR , hoje se tornar seu grande amigo, aos beijos, abraços e elogios.  Equanto isso, o próprio Collor - que diz ter sofrido tanto,  repudiado com a ajuda de L.I. - dar a L.I. enorme apoio... aos beijos, abraços e elogios.


TUDO POR UM BOA CAUSA:
A INESCRUPULOSA CAUSA PRÓPRIA





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