domingo, 19 de setembro de 2010

Pobre não precisa "de formador de opinião". NÓS somos a opinião pública.

 

Em Campinas, L.I. fez um discurso com críticas à imprensa e ao partido de José Serra.  Usou o conhecido recurso de não citar o nome da Revista  VEJA  que, segundo ele, "destila ódio e mentira" contra o seu governo.  

Para merecer alguma credibilidade,  L.I. deveria citar quais as mentiras a que se referiu,  ao invés de ser tão evasivo.  Ainda mais que as últimas reportagens da revista, que o incomodaram tanto, são denúncias que envolvem a amiga da sua candidata PTista.

Mas o autoritário L.I. não se conteve e atacou não apenas outros veículos de comunicação,  mas o direito de expressão que,  ao menos oficialmente, ainda existe no país. 

Foi aí que disse ele uma frase histórica que jamais será esquecida:  "Nós não vamos derrotar apenas os nosso adversários tucanos, nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político".


Numa fala desconexa, diz ainda que  "A democracia que eles não suportam é ver que a economia ...blá-blá-blá... E, em seguida, prova, com todas as letras, que despreza a democracia:  "o povo mais pobre não precisa "mais de formador de opinião".  Nós somos a opinião pública.

Quanto aos eleitores de L.I. nem devem ter percebido o signficado do que foi dito.  Afinal, não houve comentários sobre feijão com arroz, salário e férias, ou a próxima do mundo.  Para o autoritarismo, povo ideal é o  que não pensa.

Um comentário:

Opinião dos leitores