Embora uma nova Medida Provisória já faça parte dos planos lulistas para impor suas determinações, o Ministro do Trabalho diz que estão ‘dialogando’ com os empresários. E afirma, naquele tom autoritário: "Se precisar de lei, nós vamos ter que fazer a lei." ***
O economista Marcelo Néri (FVG), fez comentários sobre o caso das quotas no trabalho para dificientes e informou que apenas a metade dos que aguardam um emprego foi contratada. E ficamos sem entender nada, pois justamente nosso presiMente abandonou a labuta após perder o dedinho, o mindinho, que serve apenas - aos menos elegantes - para coçar as orelhas. ***
Já um pesquisador do Ipea, Lauro Ramos, considera normal que empresários fiquem insatisfeitos com a nova medida. E acrescenta: Há empresários que enfrentam dificuldades em manter seu quadro de pessoal em tempos de crise. Diz que o governo precisa contribuir mais, mas esquece que a dificuldade em arcar com os custos de cada empregado não se limita à época de crise, pois cada um custa mais da metade do que ganha com seu trabalho.
Como faz parte de um governo que vê o trabalho como coisa nociva, Ezequiel Nascimento, Se-cre-tá-rio de Po-lí-ti-cas Pú-bli-cas de Em-pre-go do Mi-nis-té-rio do Tra-ba-lho (ufa!), fez questão de lembrar que estagiário NÃO É UM EMPREGADO . E diz ele: "A vantagem das novas ações é que elas não dependem de orçamento do governo, como o Primeiro Emprego. Dependem da articulação, acompanhamento e fiscalização e por isso são mais abranbentes" . De fato, cumprimentar com o chapéu dos outros é extremamente vantajoso.***
Nota: Quem se dispuser a dar uma olhada nas entrevistas que serão colocadas no blog Lula-ao-Avesso - http://lula-ao-avesso.blogspot.com/, vai ter a oportunidade de saber como Luís Inácio pediu para sair do emprego logo após terminar o curso de Torneiro Mecânico, pago pela fábrica onde trabalhava, porque não queria trabalhar aos sábados... o que muitos brasileiros fazem .

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Houve época em que ter alguns bens, fruto de um trabalho decente, era motivo de orgulho.
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“Ser elite” – para usar uma linguagem bem atualizada – era pertencer à nata da sociedade, principalmente por causa de quanto dispunham nos Bancos .
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Ser pobre era enfrentar as dificuldades provocadas por um baixo salário, mas ter a dignidade de sentar à mesa diante da comida comprada com o dinheiro do seu trabalho e sem dever favores para se alimentar.***
Até que a politacalha lulista descobriu a melhor maneira de usar a pobreza dos outros como grande aliada. Basta grudar a boca num microfone o maior número de vezes, dizer que entende o pobre, porque também já foi pobre. Jurar que governa para o pobre. Fazer discursos agressivos em favor dos pobres e acusações voláteis contra os supostos inimigos dos pobres. Ao mesmo tempo, demonstrar horror à elite, mesmo fazendo parte dela (mas disso o pobre não sabe) e culpá-la sempre pela pobreza. Repetidamente, cansativamente, ele cria um clima de insatisfação de uns contra os outros .

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Muitos já devem ter esquecido, mas Luís Inácio não é presidente do pobre, mas do país, tem obrigação de cuidar dos interesses de todos os brasileiros, tenham eles mais ou menos recursos. O trabalho de um Presidente da República não é o mesmo de um assistente social, mas ele finge que não sabe pois este papel lhe rende a simpatia de um povo que perdeu o orgulho.
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Como as pessoas se deixam levar pela maioria fabricada (a moda comprova isso), e sentem medo da desaprovação alheia, a tudo assistem sem criticar para evitar o risco de serem consideradas preconceituosas, insensíveis, inimigas de pobre.
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Os constantes discursos, que acusam sem citar o acusado, feitos aos gritos "revoltados" por nosso presiMente - infelizmente, pois bem que poderia ser apenas deles, dos pobres - devem provocar uma sensação de culpa em muitos que os ouvem. Luís Inácio, esperto, sabe disso. Essa é a arma que tem usado desde a época em que deixou de trabalhar para ser sindicalista (embora continuasse recebendo salário como trabalhador da Empresa Villares - (depois acrescento dados da entrevista em que o próprio Luís Inácio admite isso) .
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Antes, ser criminoso, ladrão, traficante, era motivo de vergonha, ou no mínimo constrangimento. Agora, com o advento deste populismo nocivo, é motivo de pena e merece compreensão dos "mais favorecidos". Quando havia dignidade, viver às custas de esmolas ou depender do governo para comer, seria uma situação desagradável a ser evitada. Hoje, após esta mudança de valores, o pedinte chega com arrogância para exigir "os seus direitos" , que é compartilhar do que temos, mesmo contra a nossa vontade .
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PresiMente, grite menos e seja mais claro.
Diga o que para você é elite apenas citando exemplos.
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2 - Dentre outros abusos, o senado aprovou, na véspera de Natal, a criação de mais 1665 cargos no TRT do Rio de Janeiro. O vergonhoso projeto está nas mãos de nove dedos do nosso presiMente para ser sancionado. Para nosso azar, tanto a falta do dedo que impediu Luís Inácio de trabalhar na maior parte de sua vida, quanto a falta de cultura que o impede de falar como Chefe de Estado, não o impede de N0SFU.
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5 – Quando se mostram travestidos como a vovozinha de Chapeuzinho Vermelho, todos insistem no corte de gastos. No entanto, o Senado está revestindo o chão em que pisam com granito. E ficamos aqui, só assistindo essas cenas pornô, só vistas nos piores puteiros mundiais, quando, por conta da crise, a União corta os recursos que iriam para a educação, mas o dinheiro para coisas dispensáveis continua sendo esturricado. Afinal, povo bom, é povo ignorante. Educação para quê?
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