Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos,
porque a história de nossos políticos
pode causar deficiência moral irreversível.

É a vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida pública.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Vida bandida e vida ardida


A maioria dos brasileiros tem uma vida bandida.
Mas outros... que vida tão ardida!

Montagem






Político precisa de sacola. Dêem uma para Demóstenes.



Demóstenes Torres,  que sempre exige decência no parlamento, acabou pedindo desculpa a José Ribamar, o Sarney,  após uma discussão acalorada.  A discussão foi por causa da Emenda 29 (Desvinculação das Receitas da União), favorável ao Governo.  A emenda evita que  a União seja obrigada a investir 10% de sua receita na área da Saúde.  

No final da pendenga,  Demóstenes Torres acatou a ordem de José Ribamar e pediu desculpas: "Peço desculpas ao senador José Sarney (...). Pediram-me para fazê-lo reservadamente, mas eu prefiro fazer as coisas publicamente (...) O que acontece é que eu tenho um tipo de temperamento em que a minha discussão é dura, mas extremamente leal."

Já viram algum leal meliante parlamentar pedir desculpas ao povo por maracutaia ou votação de artigos ou emendas que o prejudiquem?   Pois é...

DÊEM UMA SACOLA PARA DEMÓSTENES.

Mas, enquato isso, a oposição conseguiu votar em separado o dispositivo que cria a contribuição social para a saúde, uma nova CPMF, que, para nossa sorte, foi rejeitado em seguida.  Políticos sempre serão políticos!  Ou melhor, políticos sempre serão igualmente TORPES.  Dispenso a  oferta de sacolas.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Hoje, nem a Brastemp é uma "verdadeira Brastemp"


Olhávamos para aquela geladeira arredondada, horrorosa, sem muitos recursos, que nos acompanhava há décadas.  E víamos os novos lançamentos: imponentes, com muito espaço, um freezer separado.  Tudo de que as necessitadas cozinhas precisavam.  Até mesmo um descongelamento automático, embora - temos que admitir -  a enorme quantidade de botões atrapalhem mais do que ajudem.  Mas, apesar disso, estaria resolvido um grande problema doméstico. 


Pouco tempo depois, descobrimos que as  novas geladeiras, como quaisquer outros produtos, sofrem de um grave problema "genético": a fragilidade .  Pior!  Quando alguma coisa escangalha, ninguém consegue a peça necessária para reposição.   Porém,  quando consegue - meu amigo! - seu preço é tão alto  que é melhor jogá-la no lixo e comprar outra, inclusive as imponentes geladeiras.   Lançaram a lei do comprar para jogar fora.


Pobre de quem faz compras em eternas prestações mensais.  Pode não ter mais o objeto comprado, mas a dívida...




Ótima piada que serviu para montagem


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Já que o assunto é tapeação fotográfica...


Na época da campanha eleitoral pela presidência, um petista colocou em seu site duas fotos que, supostamente, seriam da atual presidente Dilma.  Em uma delas ainda era criança; na outra (foto acima), a vemos  numa passeata contra a ditadura. Mais uma vez, o uso enganoso de uma imagem foi usado politicamente.
Ao se justificar pelo "erro", disse o PTista que não houve intenção de confundir a imagem das duas. Segundo ele,   "O que se busca, ali, é ressaltar um momento da vida do país do qual Dilma participou ativamente."
Resumo dos comentários sobre o 'engano' na época: 
  • O Globo - Uma foto da atriz Norma Bengell identificada como Dilma Rousseff causou constrangimento neste fim de semana, no site oficial da candidata do PT à presidência.  Site de Dilma diz que montagem com Norma Bengell gerou 'interpretação equivocada'.
  • "Dilma não precisa se desculpar por foto em blog", diz Bengell:  A atriz Norma Bengell, 74, disse, em entrevista à Folha, que a pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff não precisa pedir desculpa pelo uso de uma foto sua no blog da petista, com quem afirmou simpatizar e que definiu como "uma mulher que sofreu muito". 
  • Resumo não muito resumido (Mídia sem Máscara):  O primeiro grande esforço do marketing da campanha foi o de vender Dilma como uma "lutadora" pela democracia, perseguida injustamente pela ditadura, mas distante das armas. Mudou a postura. Antes de ser candidata, gaba-se de sua truculência militante ("Só pra saber que nunca fui uma menina cândida: eu sei montar e desmontar, de olhos fechados um fuzil automático leve. Tinha que ser rápido, muito rápido. E, se você quer saber, eu sei atirar"); Agora, fala que nunca participou de ações armadas e que não passava de subalterna no movimento. Neste fim de semana, mais uma superprodução: Dilma lançou seu site (www.dilmanaweb.com.br) com uma home page que apresenta algumas fotos de sua trajetória pessoal. Só que é mostrada uma foto da atriz Norma Bengell - numa passeata de artistas contra a censura nos anos 60 - como sendo dela, Dilma Rousseff. Veja aqui a foto do site de Dilma e aqui, a foto de Norma Bengell em passeata contra censura.  Este episódio lembrou-de duas coisas: As montagens vistas em Forest Gump, onde Hanks "contracenou" com personalidades há muito falecidas (como Kennedy)e as fotos da Rússia revolucionária, onde - após ter caído em desgraça junto ao regime de Stálin - Trotsky foi "eliminado" de todas onde aparecia com Lênin.No caso de Dilma, a tentativa foi "criar" uma nova identidade para ela nos anos sessenta de modo que, ao invés mostrá-la como uma ativa líder guerrilheira , mostra-a como uma personagem ativa e reconhecida pelo combate à ditadura pelos meios pacíficos e não violentos. Mais uma farsa. Em 2010, podemos dizer que o PT tem passado "Dilma" mentira à outra.

Mais uma vez, este caso - já antigo - foi recordado
pela  'Gracias', a mesma pessoa que nos brindrou
com as foto-montagens russas que estão na página abaixo.



Fotos históricas alteradas

Assim, Cristina Kirchner,
que  pretende reescrever a história da Argentina,
vai morrer de inveja

 
Livro com fotos originais expõe a
indústria da falsificação histórica criada por Stalin
 -Jaime Klintowitz -

 O original mostra Nikolai Antipov, Stalin, Sergei Kirov e Nikolai Shvernik em Leningrado, em 1926, comemorando a vitória sobre seus adversários no PC. Preso e executado em 1941, Antipov foi o primeiro a sumir quando a foto apareceu no livroHistória da URSS. Shvernik, chefe de Estado até a morte de Stalin, sumiu na republicação numa biografia do ditador. Por fim, quando a foto foi copiada num retrato a óleo, Kirov, o chefe do PC em Leningrado, assassinado provavelmente a mando de Stalin, ficou de fora.

Logo que se tornou todo-poderoso na União Soviética, no final dos anos 20, Josef Stalin precisou retocar um detalhe biográfico particularmente embaraçoso na própria carreira: a modestíssima participação nos grandes acontecimentos de 1917. Com a mesma meticulosidade com que exterminou seus desafetos reais ou imaginários, Stalin se fez incluir no comando da Revolução Russa, mesmo que para isso tenha sido preciso pôr em movimento a mais espantosa indústria de falsificação da História. Não foi bem uma idéia original  reescrever a História é uma atividade a que poderosos de diversos calibres sempre se dedicaram, mas Stalin inovou no ramo da falsificação iconográfica e fez escola na URSS. Retoques, montagens, reenquadramento, nenhum truque foi poupado para ressaltar a figura do ditador ou apagar os vestígios de seus adversários, usando os recursos técnicos disponíveis na época, que hoje nos parecem tão toscos. As imagens manipuladas do período stalinista são bem conhecidas, mas nunca tinham sido destrinchadas do jeito que o inglês David King faz no álbum The Commissar Vanishes (O Comissário Desaparece), lançado neste mês nos Estados Unidos e na Inglaterra. Historiador da fotografia, que passou trinta anos pesquisando o assunto, King reuniu quantidade suficiente de originais para poder contar a verdade simplesmente recapitulando as mentiras.

A foto de Lenin e Stalin em Gorki, em 1922, é falsa. Ainda assim, a máquina de propaganda stalinista a reproduziu em pinturas e esculturas para reafirmar a idéia de Stalin como o herdeiro indicado pelo Pai da Revolução. Na vida real, Lenin temia a ascensão de Stalin, mas estava doente demais para evitá-la.

Durante as três décadas de pesquisa, King reuniu a melhor coleção de fotos históricas originais do período stalinista. Boa parte do material foi coletada na própria União Soviética, trabalho facilitado depois que o comunismo virou fumaça. A maioria, contudo, estava no Ocidente, enviada como material de propaganda soviético e fora do alcance da purificação iconográfica que se seguia a cada expurgo dentro do Partido Comunista. Publicadas lado a lado, original e falsificação traçam um retrato concreto da luta pelo poder deflagrada após a morte de Lenin, em 1924. Os derrotados foram varridos da História soviética, até que, em muitas fotos, restou apenas um único sobrevivente  o próprio Stalin. Seria hilariante, não fosse a realidade sinistra por trás dessas imagens: os comissários do povo que desapareciam das fotos (e daí o nome do livro) também sumiram na vida real, vítimas dos expurgos que atingiram o auge nos anos 30. Dos 1.966 delegados presentes ao Congresso do Partido Comunista de 1934, 1108 foram executados antes da reunião seguinte, cinco anos depois.
O mais conhecido caso de falsificação stalinista, a foto de Lenin discursando para as tropas diante do Teatro Bolshoi, em 1920, foi retocada para retirar de cena Trotsky e Kamenev, inimigos de Stalin, depois assassinados. Os soldados estão de partida para combater o Exército polonês. A foto original foi um ícone soviético enquanto Lenin viveu e Trotsky estava no poder. Nesta versão, os indesejados foram substituídos por alguns degraus de madeira .

Tragédia pessoal - A União Soviética não foi a única ditadura recente a lançar mão da manipulação de imagens ou se aventurar a falsificar cenas históricas inteiras  a China, por exemplo, reencenou a Grande Marcha em benefício dos fotógrafos. O extermínio da velha-guarda bolchevique, com toda a crueldade inerente ao fato de que as vítimas eram os mais dedicados comunistas, também empalidece diante dos números apocalípticos do terror stalinista  estima-se que 13 milhões de camponeses tenham sido mortos durante a coletivização do campo. O sumiço dos caciques vermelhos, contudo, foi mais bem documentado. Cada foto adulterada esconde uma tragédia pessoal em que se conhece a vítima e seu destino. King narra casos de viúvas que, com medo da polícia, rasgaram as fotos do marido executado por ordem de Stalin, de filhos que jamais mencionaram o nome do próprio pai. 

 
Na foto original, ao lado, Lenin e Trotsky, os dois principais líderes bolcheviques, comemoram o segundo aniversário da revolução na Praça Vermelha, em 1919.

Na republicação em 1967, Trotsky e outro líder importante, Lev Kamenev (de barba e boné à esquerda de Lenin), tinham sumido. Também desapareceu Artashes Khalatov (de barba, abaixo de Trotsky), militar executado durante o expurgo do Exército Vermelho em 1937. Na frente, de mãos no bolso, está Maxim Litvinov, ministro das Relações Exteriores de 1930 a 1939. Ele morreu em 1951, provavelmente assassinado pela polícia secreta .

Stalin não ficava satisfeito em apenas matar os adversários no partido, como Lev Kamenev, Grigori Zinoviev ou Leon Trotsky, mas também insistia em eliminá-los da História. Dentro de sua lógica brutal, isso fazia sentido: era uma lição para os sobreviventes e uma reafirmação do poder absoluto ."Quanto maior a calamidade causada por Stalin à nação, mais o arquiteto necessitava ser exaltado", escreve o historiador Stephen F. Cohen, da Universidade Princeton, no prefácio de The Commissar Vanishes. Numa pintura famosa, Stalin desce do trem junto com Lenin para a triunfal recepção na Estação Finlândia, em 1917. Na vida real, o futuro ditador nem sequer estava em Petrogrado naquele dia. As fotos originais permitem saber quem estava mentindo.


Recebido por email


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Não seria mais fácil PROIBIR?


O Coronel Maciel comenta em seu blog Velha Águia a foto de Dilma Rousseff aos vinte aninhos de idade, sob o título "DONA DILMA E SEU RETRATO NOS JORNAIS".

Na foto acima, que apareceu ontem em alguns jornais que comentavam o lançamento de um livro sobre a vida da atual presidente brasileira, vemos a placidez de Dilma após 22 dias de tortura, em plena ditadura militar, prestando depoimento numa Auditoria Militar. 

 
Estranhamente aparecem dois oficiais, que lhe faziam perguntas, escondendo o rosto com as mãos, como se estivessem sendo fotografados numa situação que não gostariam que fosse vista.  Da mesma forma que fazem os trambiqueiros quando aparecem algemados nos jornais.  

O que chama a atenção é que dificilmente eles "se esconderiam" das câmeras.  Primeiro porque estavam apenas fazendo o seu trabalho.  Não importa se alguns achem certo e outros considerem errado, mas faziam o trabalho para o qual eram indicados.  Em segundo lugar, numa época em que militares tinham total poder sobre o país, ao invés de se esconder, como fazem os trambiqueiros, seria muito mais lógico  que oficiais PROIBISSEM ser fotografados.   Afinal, o que o autoritarismo cerceia,  logo de início, é o trabalho  dos jornalistas e fotógrafos!

Outras dúvidas, que não foram resolvidas até agora, estão em Ninguém conhecia o 'trabalho' de Dilma? escrito em abril de 2010. http://dilma-mostra-tua-cara.blogspot.com/2010/04/ninguem-conhecia-o-trabalho-de-dilma.html


Quem souber explicar tantas dúvidas,
faria um grande favor.

A ele, um presente.



Por ter nos livrado de mais um ministro da maracutaia.

Ontem - até que enfim! - Carlos Lupi entregou o cargo, o que já deveria ter feito há muito tempo.  Um bem para todos, principalmente para ele que, além do acúmulo de denúncias, ainda fez o papelão de jurar que não sairia do ministério nem a bala, quando todos sabiam que sairia, sim, por mais que tentasse se agarrar na cadeira de ministro.

Para justificar sua saída, já tão esperada, lá vem ele com o mesmo tro-lo-ló usado por todos que perdem o cargo por causa de seus abusos indecorosos.

“Tendo em vista a perseguição política e pessoal da mídia (1) que venho sofrendo há dois meses sem direito de defesa e sem provas  ; levando em conta a divulgação do parecer da Comissão de Ética da Presidência da República – que também me condenou sumariamente com base neste mesmo noticiário sem me dar direito de defesa (2) decidi pedir demissão do cargo que ocupo, em caráter irrevogável.

Faço isto para que o ódio das forças mais reacionárias e conservadoras deste país contra o Trabalhismo (3/4)  não contagie outros setores do Governo.

Foram praticamente cinco anos à frente do Ministério do Trabalho, milhões de empregos gerados  (5), reconhecimento legal das centrais sindicais, qualificação de milhões de trabalhadores e regulamentação do ponto eletrônico para proteger o bom trabalhador e o bom empregador, entre outras realizações.

Saio com a consciência tranquila do dever cumprido, da minha honestidade pessoal e confiante por acreditar que a verdade sempre vence (6).” 


(1) Chamar denúncias de perseguição virou moda; bem que os safardanas políticos poderiam inventar uma outra desculpa, mesmo que igualmente esfarrapada;

(2) 'Sem me dar direito de defesa' - até nisso sua mentira foi acintosa, pois o que não faltou foi recurso para se defender, de maneira pouco satisfatória como disse o Conselho de Ética que julgou por sua saída.

(3) "ódio das forças mais reacionárias e conservadoras deste país contra o Trabalhismo" é uma frase de efeito criada pelo lulismo  que já se tornou cansativa  (4)  ridículo alegar que entrega o cargo para evitar que o ódio 'pelo trabalhismo' contagie outros setores.  Se sua intenção fosse evitar qualquer tipo de contágio, teria sido mais rápido.
(5) quando fala sobre os milhões de empregos, gostaria de saber se estão incluídos os diversos sindicalistas que foram agraciados com emprego público, sem precisar fazer concurso algum, desde a época de L.I.


(6) 'Saio com a consciência tranquila do dever cumprido, da minha honestidade pessoal e confiante por acreditar que a verdade sempre vence.'   Quem, depois de desmentir todas as evidências de sua bandidagem, ainda afirmou, diversas vezes, que não sairia do ministério e saiu,  provou  que  não se pode acreditar em suas palavras.  Portanto, no seu caso a verdade venceu e que ele  coma tantas balas até se tornar tão obeso quanto salafrário.