Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos,
porque a história de nossos políticos
pode causar deficiência moral irreversível.

É a vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida pública.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sol e diversão entre os 'mui amigos'

Na aprazível e ensolarada Costa de Sauípe, 33 países latinos se reuniram, ontem, para resolver o problema da crise econômica mundial. Luís Inácio, tornou a FALAR (a única coisa que sabe fazer... e mal) sobre proteger a renda e o emprego dos trabalhadores, aquela cantilena cansativa para quem ouve e não suporta mais ouvir sempre a mesma coisa. ***
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Nosso presiMente disse que "é a primeira vez que a região une vozes". Desta vez, não se pode negar. Ele tem razão.

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A Presidente da Argentina, Cristina Kircher, ao chegar atrasada a tão importante encontro regado a humor e alfinetadas entre os mui amigos, comentou que o cenário de sol e praia não era o mais apropriado para tantas reuniões. Traduzindo: não era nada tão sério para se preocupar com horário. Ela também tem toda razão. ***

Afinal, além de falar eles tomaram alguma grande decisão ou se limitaram a tomar uísque com gelo ou outras bebidas, bem acordo com o lugar paradisíaco em que estavam decidindo o futuro mundial? *

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A história se repete

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Dois fatos, ocorridos na semana passada, comprovam que o atual governo tenta transformar a realidade na intenção de tapear o povo com dados e informações enganosas exatamente como faziam os donos do poder no livro "l984", citado abaixo.
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Um deles, já mais do que conhecido, é o caso do SIFU. Tentaram forjar o documento presidencial para não deixar rastros da linguagem rampeira indigna aos discursos de um Chefe de Estado. Porém não conseguiram. Muitos ouviram na TV, a baixaria foi amplamente divulgada nos jornais, revistas e na Internet . ***
São previsíveis os argumentos de simpatizantes esquerdóides. Dirão eles que dizer palavrão não é nada grave, pois quase todos o fazem. Argumento sem consistência quando se trata do discurso de um Presidente da República. Ponto final e discussão encerrada.
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O segundo caso foi a divulgação "desatualizada" do percentual do PIB. A Receita federal divulgou a carga tributária com números incorretos, que favorem as contas da União. Alertado sobre o “erro”, o órgão não corrigiu a informação. Então, a Secretaria de Política Econômica recalculou os dados e divulgou os números verdadeiros.
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Ao ser indagado sobre a divulgação de dados que não correspondiam à realidade, o Secretário Adjunto da Receita alegou que a revisão teria pouco impacto. A chefe da Assessoria de Imprensa do órgão, formada em Odontologia (?) foi devidamente demitida. Afinal, em nosso país, não pode haver erro sem punição.
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Novamente os esquerdóides governistas arranjarão um jeito de justificar o lapso. Dirão que não foi caso de engodo premeditado, mas apenas uma falha. Porém, principalmente em se tratando da Receita Federal, não pode haver falha nos números.

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Podemos fazer um teste. Ao apresentar o próximo Imposto de Renda cometemos um engano em apenas poucos reais, de preferência a nosso favor . Quando o fisco nos cobrar, dizemos a ele: Ora! É uma quantia tão pequena tem pouco impacto . ***

Quem já está acostumado com tantas mentiras, tem dificuldade para não pensar em má-fé. Caso não seja tapeação numérica, podemos afirmar que é incompetência, relaxamento, descaso, falta de responsabilidade...

*** O Brasil em 1984.

A história se repete.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

"1984" em 2008

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O livro “l984”, de George Orwell, narra o totalitarismo mentiroso e manipulador de um partido que se instala no poder com um governante auto-intitulado como Grande Irmão do povo. O resumo completo está no site (http://www.duplipensar.net/george-orwell/1984-orwell-resumo.html), compactado abaixo com alguns trechos, palavras ou fatos, que identificam o nosso atual governo com o livro, em negrito. ***
É uma crítica ao stalinismo e ao nazismo, à nivelação da sociedade, ao tratamento ao indivíduo como simples instrumento que serve ao estado.
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1984
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O tema principal deste livro é a transformação da realidade com a intenção de enganar o povo, para convencê-lo de estar numa democracia com uma vida satisfatória que não existia. A opressão e a tapeação começaram quando chegou ao poder o partido do Grande Irmão e instalou teletelas em todos os apartamentos. O nome Big Brother inspirou um programa televisivo onde as pessoas são vigiadas 24 quatro horas por dia como acontecia na história narrada.
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O livro conta a vida de Winston, um dos membros do partido, funcionário do Ministério da Verdade. Sua função era reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do Partido, jogando no incinerador (Buraco da Memória) os dados e fatos originais, para evitar tudo que pudesse contradizer as verdades do Partido que determinava, inclusive, a ascenção e a queda de ídolos de acordo com alguns interesses. Pensar de maneira diferente era considerado crime (crimédia) e quem se atrevesse a fazê-lo era capturado pela Polícia do Pensamento e desaparecia.
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Para manter o poder, era necessário ao partido manter o indivíduo na mais completa ignorância. Bloco e lápis, por exemplo, eram artigos de venda proibida. As fábricas russas continham placas com o lema: dois mais dois são cinco se o partido quiser.
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Já revoltado, usando o canto do apartamento onde podia se esconder da teletela, Winston escreve no seu diário (bloco e lápis comprados clandestinamente) que liberdade é poder escrever que dois mais dois são quatro.
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Como acontece muitas vezes na vida real, o passado era esquecido. O partido dominante usava a propaganda com números e dados irreais, que ajudavam tal esquecimento. Tudo era controlado pelo partido .
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Em uma de suas mentiras, o partido informa o aumento da ração de chocolate semanal. Os dados verdadeiros eram coletados e substituídos pela versão oficial. Enquanto isso, a população enganada agradecia ao Grande Irmão .
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Em “1984”, havia os Dois minutos de ódio, parte do dia em que todos os membros do partido se reuniam para ver a propaganda que enaltecia as conquistas do Grande Irmão e, principalmente, direcionava o ódio contido contra os inimigos: odeie o seu inimigo e se identifique com o seu semelhante.
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O partido promovia, também, nova edição do dicionário de ‘novilíngua’ . Músicas eram pré-fabricadas em máquinas de fazer versos, cantadas por voz metálica.
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A ignorância dos menos abastados não era perigo para o Partido e, portanto, não sofria tanta repressão quanto os membros, superiores e inferiores do Partido, a classe-média. "Nós somos os mortos" repete uma voz metálica.
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Algumas frases do resumo que caracterizam o governo totalitário do Grande Irmão.
- "Nós somos os mortos" (filosofa Winston ao contemplar a vida simples da prole).
- A verdade pertence ao Partido já que este controla a memória das pessoas. - Se fosse necessário, deveria haver quantos dedos em sua mão estendida o partido quisesse
- ... aprender, entender e aceitar, se adaptar. - ...o perigo maior ao Partido, é o amor a outra pessoa acima do Grande Irmão.
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Outras obras: "A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera; e a "A Revolução dos Bichos", também de George Orwell, onde o deslumbramento pelo poder transforma e deforma.
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A verdadeira, a real mudança que houve no Governo do ex-metalúrgico não é a apresentada em seus discursos auto-promocionais. Muitos brasilereiros acreditam em Luís Inácio da mesma forma que acreditavam no Grande Irmão de l984. Mas a verdade está na cara.
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Artigo de Peter Wilm Rosenfeld chegou na hora certa

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Depois de termimada a enquete, nada melhor do que o artigo abaixo que fala sobre as pesquisas eleitorais, bem diferentes das enquetes feitas por eleitores, por serem encomendadas e pagas pelos candidatos.

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PESQUISAS ELEITORAIS

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Para muitos, as pesquisas eleitorais são absolutamente indispensáveis e críveis. Por essa razão, elas proliferam como nunca no Brasil. ***

E em seu resultado a maior parte da sociedade brasileira crê piamente. ***

Atrevo-me a dizer que, em geral, as pesquisas não revelam a verdade que se busca, pois elas são facilmente manipuladas de várias maneiras, algumas inteligentes, mas uma grande parte absolutamente capciosas. ***

Ainda há poucos dias, atendi a um telefonema que me informava tratar-se de uma pesquisa sobre a telefonia e se eu me dispunha a participar. Aceitei fazê-lo, mas quando a conversa telefônica já estava prestes a passar dos vinte minutos de duração pedi desculpas e encerrei a entrevista. As perguntas, todas, eram não só capciosas como, em muitos casos, as opções de respostas eram limitadas e não tinham como abrigar o que eu queria responder . ***

Antes de prosseguir, devo dizer que nunca, nos cerca de 60 anos em que sou votante, um pesquisador me “encontrou” para responder ao questionário sobre o próximo pleito eleitoral. ***

Como exatamente o mesmo aconteceu com meus familiares e amigos mais próximos, estou certo de que os pesquisadores procuravam seus votantes a dedo, para não decepcionar o cliente-partido que os contratara. ***

Por que escolhi o tema para meu artigo desta semana ? ***

Por uma razão muito simples: porque acredito que as pesquisas de opinião sobre a aprovação/rejeição aos atos do governo do Presidente da Silva são tremendamente orientadas, para satisfazer as entidades que estão contratando esses trabalhos. ***

Lendo ou pesquisando vários jornais brasileiros, ouvindo pelo sistema rádio/TV o que os mesmos divulgam, não é crível que a Presidência da República esteja obtendo um tão alto índice de aprovação (beirando os 70% nos resultados recentemente dados a conhecer !). ***

Nelson Rodrigues afirmou, há muitos e muitos anos, que “toda a unanimidade é burra”. Até hoje essa máxima não foi desmentida, o que poderia nos servir de elemento de convicção, ou mesmo de prova de que as recentes pesquisas, por refletirem uma quase-unanimidade em relação ao Presidente da Silva, são erradas (para não dizer orientadas, ou manipuladas). ***

Por outro lado, como atualmente qualquer brasileiro maior de 16 anos de idade pode votar, seja analfabeto ou um membro da ABL; como sabemos que a esmagadora maioria da população é analfabeta ou quase, não conseguindo ler sequer um texto simples, o que dirá um pouco mais complicado (como é qualquer texto que verse sobre política, economia, ensino, etc.), sendo as perguntas conduzidas de forma a levar o pesquisado a responder exatamente aquilo que a pesquisa deseja que responda, obtemos os resultados que vem sendo obtidos. ***

Geralmente, somos informados que as pesquisas foram registradas nos Tribunais Eleitorais sob o nº tal (o que não tem qualquer significado), e que foram pesquisadas “x” pessoas em todo o território nacional. ***

Como foi dividido o País para essas entrevistas ? Quantos em cada estados ou, pelo menos, em cada uma das cinco regiões em que o Brasil foi dividido ? Quantos desses moram nas capitais ou nos principais municípios ? Qual o grau de escolaridade dos pesquisados ? Etc., etc., etc. ***

Qualquer alteração nessa composição de entrevistados pode modificar, de forma significativa, o resultado da pesquisa. Como também pode ser levada a resultado diverso mudando-se a quantidade de entrevistados de cada região. Ou seu grau de escolaridade. ***

E mais, mas não menos importante: quantos dos entrevistados têm afinidades com os partidos políticos ou são a eles filiados ? ***

A todas e a cada uma dessas perguntas os Ibopes ou DataFolhas do Brasil têm critérios próprios que influenciam de uma ou de outra forma o resultado do trabalho. ***

Pelas razões acima, não levo muita fé no que me informam as pesquisas. Não servem, sequer, para formar minha opinião (sou só apenas um voto) ou, penso, a de qualquer votante com um pouco mais de discernimento. ***

Sabemos, claro, que o bolsa-família é importante para os que a recebem (milhões de brasileiros preferem receber uma ajuda que nada lhes custa); que as outras “bolsas”, seja lá quais forem, também são muito bem recebidas. ***

Que as quotas raciais têm a simpatia de quem delas se beneficia, o mesmo ocorrendo com as quotas sociais, isso sabemos. ***

Mas podemos ter a certeza de que essas bolsas, quotas e sabe-se quantas outras formas de distribuição de recursos ou de benesses, não melhorarão o Brasil (e não vou falar no aprender a pescar, ao invés de distribuir peixes...) ***

Não me preocupa maiormente meu próprio futuro, na idade em que estou, só posso lamentar quase tudo do que já passou. ***

A preocupação real, grande, é com meus filhos, netos e bisnetos (um já nasceu e o próximo já está a caminho!) ***

*** Peter Wilm Rosenfeld P. Alegre, 10.12.2008 - pwrosen@uol.com.br

A participação de vocês

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Encerrou a enquete "Quem você indicaria para a Presidência da República?" que será retirada. O resultado, embora mostre a escolha de número limitado de participantes, nos dá uma idéia do que está por vir. Teremos o estilo FHC de volta, provavelmente por falta de opção melhor.

Recebi algumas sugestões quando a votação já havia começado, o que impossibilitou qualquer alteração. A idéia de incluir 'outros' como alternativa, por exemplo, foi desperdiçada.

*** Uma outra idéia muito boa foi abrir um espaço para que cada um pudesse indicar o candidato desejado, sem ter que se limitar aos nomes apresentados, mas infelizmente isto é impossível fazer numa enquete. Estou tentando descobrir uma forma de por esta sugestão em prática, mas até agora não descobri qual seria o recurso a ser usado. Quem souber como fazer, peço entrar em contato. Muitos vão agradecer e, quem sabe, nos daria um Pliiiiim! , mesmo sem resultado prático na próxima eleição presidencial. Mas nunca se sabe.

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Um abraço a todos

e que aconteça algum milagre neste país.

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