Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos,
porque a história de nossos políticos
pode causar deficiência moral irreversível.

É a vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida pública.


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

CALA A BOCA, LUÍS INÁCIO

Luís Inácio, ao invés de também calar aquela boca, tão incansável quanto à de seu ‘mui amigo’ Chávez, achou conveniente apoiá-lo. Os dois desconhecem o valor da diplomacia, o que é natural. Afinal, não podemos exigir deles comportamento de elegantes estadistas.
Chávez ouvira um CALA A BOCA, do Rei Juan Carlos, ao não deixar o Presidente da Espanha falar, o interrompendo a todo minuto – comportamento típico de gente grosseira. E agora, o insensato Chávez chama Zappatero de... insensato. Exige que o Rei de Espanha peça desculpas. E Luís Inácio o apóia ! Volto a rezar: 'God Save América... ', como no capítulo anterior. Pena que minhas orações se reduzam a esta única frase (e num idioma que nem é o nosso).
Interessante mesmo é o falatório de Luís Inácio que, mais uma vez, desanda a falar asneiras: - “Estou há cinco anos no poder, e vou chegar a oito anos, participei de duas eleições para presidente, e na Venezuela já teve três referendos, três eleições não sei para quê, quatro plebiscitos. Ou seja, o que não falta é discussão”.

Depois, Luís Inácio se trai escandalosamente, ao insistir no assunto que mais lhe interessa no momento: o terceiro mandato. “... há críticas à intenção de Chávez de disputar o terceiro mandato, mas não havia restrições ao longo tempo de permanência no poder de Mararet Thatcher, de Felipe González, Francois Mitterrand, e Helmut Kohl. Luís Inácio, devido à sua ignorância (ou oportuna ignorância?) acredita não haver diferença entre o sistema parlamentarista e o presidencialista. Diz ele a seguinte bestialiade: “Distinta por quê? É continuidade. Não tem nada de distinta. Muda apenas o sistema... mas o que importa não é o regime, é o exercício do poder. Luís Inácio mistura alhos com bugalhos, e ainda tem a pretensão de comparar Chávez (e a si mesmo) com gente decente e elegante como os outros presidentes parlamentaristas que citou. Dêem um espelho a essa criatura! Logo de início, o ex-metalúrgico-sindicalista faz questão de lembrar que está no poder, o que não faz a menor diferença para se saber o que ocorre em outros países. Basta ler os jornais. Comentário totalmente dispensável e impróprio. Depois, Luís Inácio fala em terceiro mandato. O problema havido com Chávez foi apenas em decorrência da sua deselegância e grosseria, na sua incapacidade para ocupar a cadeira onde estava sentado. Completamente aburda e imbecil tal referência. Nosso atual presidente, que não pretende largar o osso, precisa insistir no assunto para embutir tal idéia nas cabeças ocas de seus eleitores. Para finalizar sua verborragia insensata, diz “que não devemos dar palpites nas regras do jogo dos outros países...”. Ora, mas foi justamente por dar palpite no governo anterior da Espanha que Chávez deu ínício àquela muvuca internacional. Quanto ao pedido de desculpas do Rei Juan Carlos, embora o grotesco venezuelano faça ameaças às empresas espanholas sediadas em seu país, não posso nem acreditar que isso venha a acontecer. Seria aviltante, a qualquer pessoa, se curvar aos Chávez da vida. Diplomacia tem limites.

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