Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos,
porque a história de nossos políticos
pode causar deficiência moral irreversível.

É a vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida pública.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Espaço para o artigo ""Inaudível", em que Ricardo Noblat comenta diversos aspectos do atual governo. Está na segunda página d'O Globo de hoje. Transcrevo aqui (com alguns trechos grifados) para deixar gravado.

Em um de seus comentários, Noblat faz alusão à MENTIRA usada no site da Presidência da República na tentativa de esconder o SIFU dito pelo presiMente, trocando este termo chulo por... "inaudível". Mas, quem quiser ouvir sem esforço algum, é só clicar em http://www.youtube.com/watch?v=vpv9yJxmjp8 e vemos lá um sujeito cuspindo as palavras de maneira grosseira e falando como jamais falaria um chefe da Nação.

Inaudível

***

"Ou você diria ao paciente "sifu"? Se você chega dizendo a gravidade da doença, você acaba matando o paciente". (Lula)

No país dos grampos quanto mais se escuta menos se ouve. Do alto de espantosos 70% de aprovação, Lula parece surdo ao que contrarie suas crenças. Seria compreensível se não fosse perigoso. Do mesmo modo, a maioria dos brasileiros ignora o estrondo que derreteu os mercados lá fora, ajudou a eleger Obama presidente e começa a ecoar por aqui.

O que era doce acabou. O Brasil aproveitou pouco a mais recente fase de ouro da economia mundial. O pior da crise ainda está por vir. "Yes, we can´t!". Mas ainda levará um longo tempo para que possamos celebrar a recuperação da economia. Fazer o quê? Melhor fingir que se trata de uma "marolinha", como prefere Lula. E com ele concordam 42% dos 3.486 brasileiros entrevistados pelo Datafolha na semana passada. Para 78%, a vida vai melhorar em 2009.

Sinto muito, não vai. O Produto Interno Bruto deve crescer bem menos do que se imaginava, o desemprego aumentar e o salário diminuir. Nada que impeça o governo de criar novas despesas ao invés de reduzir as existentes. A hora é de gastar, aconselha Lula. E não esperem que ele se debruce sobre o leito do paciente e diga: "Meu, sifu!" Isso não se faz. Na verdade, isso um presidente da República não diz, salvo se estiver embriagado pelo próprio sucesso. ***

O "sifu" não foi uma derrapada de mau gosto nunca antes cometida por um presidente. No passado, o presidente Fernando Collor avisou aos interessados que tinha "aquilo roxo". Na campanha eleitoral de 2006, Ciro Gomes, duas vezes candidato a presidente da Republica, mandou um adversário "à puta que o pariu". Mais recentemente definiu Fortaleza como "um puteiro a céu aberto". Ao seu estilo, cada um deles prestou tributo ao romano Cícero e ao grego Demóstenes, mestres da oratória. *** Os cinco sentidos humanos carimbaram a Era Lula desde o seu início. Em 2002, Lula provou o gosto do poder ao alcance da mão durante uma campanha em que foi o franco favorito o tempo todo - sem falar do Romanné Conti degustado ao lado do publicitário Duda Mendonça. 2003 foi o ano da visão. O mundo contemplou extasiado a figura do ex-retirante da seca, ex-metalúrgico, ex-líder sindical que finalmente fora eleito presidente do Brasil.

*** O olfato dos mais sensíveis denunciou que algo cheirava mal no segundo semestre de 2004. O cheiro ruim se impôs dali há um ano quando o mensalão fez o governo tremer e Lula duvidar da possibilidade do segundo mandato. Foi quando ele ameaçou renunciar à presidência da República se o PT não desse um jeito de impedir que o publicitário mineiro Marcos Valério abrisse o bico como ameaçava fazer. O jeito foi tão bem dado que Valério, hoje, preso, permanece de bico fechado. ***

Em 2006, Lula sentiu que era possível dar a volta por cima. Saiu para o abraço percorrendo todas as regiões do país e ameaçando jogar o povão contra as elites interessadas em derrubá-lo. Manipulador de primeira, esse Lula. As elites jamais estiveram tão satisfeitas com um presidente. Dotado de notável tato político, montou uma poderosa aliança e derrotou um oponente autor da proeza de ter no segundo turno menos votos do que no primeiro. Atingiu o zênite. E sonhou com o terceiro mandato consecutivo.

*** O episódio do "sifu" é emblemático do ano em que o grampo mais famoso é aquele que só foi transcrito. O governo tapa os ouvidos às críticas da oposição. Essa se faz de surda a quem lhe cobra coerência e uma proposta de governo consistente para o futuro. O delegado Protógenes Queiroz não ouve a Polícia Federal, que não ouve a Agência Brasileira de Inteligência. Nem o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, ouve o juiz federal Fausto De Sanctis - e vice-versa. *** Ao publicar na página do Palácio do Planalto na internet o mais extravagante discurso feito por Lula, o responsável pela tarefa foi bastante feliz ao trocar o "sifu" pela expressão "inaudível". Nada marca melhor 2006. (tapeação é a marca do atual governo) ***

www. oglobo. com. br/ noblat noblat@oglobo.com.br

Um comentário:

  1. Ao invés de inaudível a oposição precisa é deixar de querer como os ratos, ou seja botar a culpa no queijo e encontar o mais depressa possível um candidato que possa bater nas urnas o atual presidente. O resto é bobagen!

    ResponderExcluir

Opinião dos leitores