terça-feira, 7 de julho de 2009
"A direita não tem mais lugar na América Latina"
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Farsa – Por Denis Lerrer Rosenfield
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Há, contudo, uma questão preliminar, relativa à natureza desse golpe militar. Ele foi feito sob injunção do Supremo Tribunal daquele país e com pleno apoio do Poder Legislativo, pelo fato de o presidente não mais respeitar as decisões do Judiciário nem as do Congresso. Ele se colocou, progressivamente, fora da lei, abrindo um vácuo jurídico que foi aproveitado por seus adversários. Tentou convocar por decreto, por um ato administrativo, um referendo, que poderia desembocar numa reeleição sua, o que a Constituição daquele país proíbe.
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Não obedeceu ao Supremo, que proibia essa consulta, e agiu à revelia de um Congresso já atento a essa tentativa de circuitá-lo. Tentou usar os militares nesse seu processo de referendo, tarefa que foi recusada por eles. O problema reside, portanto, na natureza dessa iniciativa governamental, que considerou não mais ser necessário seguir a lei. É como se, para a democracia, bastasse um referendo popular, com completo menosprezo pelo Estado de Direito. Pode-se, nesse sentido, dizer que ele estava criando as condições de um golpe civil, na esteira do protoditador Hugo Chávez.
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O que é um golpe civil? É a subversão da democracia por meios democráticos, ou seja, o solapamento das instituições republicanas por meio de eleições. Tal prática corresponde à iniciativa dita bolivariana de instaurar na América Latina o "socialismo do século 21". Trocando em miúdos, trata-se de criar em nosso continente as condições de repetição das experiências cubana, soviética, cambojana, albanesa e outras, que povoaram com o horror o imaginário do século 20. Quando o continente europeu diz adeus a essas bandeiras, pelos malefícios e desastres causados, a América Latina começa a adotar um modelo cuja falência humana, econômica, social e política foi sem proporções. Apenas algumas palavras mudaram, como se essa máscara expressasse uma realidade de novo tipo. É o velho com aparências do novo. Engana-se quem quer se deixar enganar.
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O que faz Chávez na Venezuela, sendo imitado por seus esbirros Evo Morales e Rafael Correa? Ele utiliza processos eleitorais, com uso intensivo de referendos, para estabelecer para si um poder autocrático, que não precisa ser contrabalançado pelo Judiciário e pelo Legislativo. As leis são o que ele próprio determina que sejam, como se ele fosse a fonte mesma do Direito. O Supremo está aos seus pés e o Legislativo é por ele totalmente controlado. Os meios de comunicação são progressivamente silenciados, seja por fechamento de emissoras, seja por asfixia econômica, seja por ameaças puras e simples. O direito de propriedade é violado sistematicamente, com o Estado tomando conta dos meios de produção. Segue ele simplesmente a cartilha esquerdista, empregando os meios democráticos para destruir a própria democracia.
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Ora, são esses autocratas que condenam veementemente o golpe militar em Honduras em nome da democracia. Os liberticidas, os democraticidas posam de libertários e democratas. A Assembleia-Geral da ONU condena o golpe militar, quando é ela presidida por um adepto da Teologia da Libertação, ala esquerdizante da Igreja Católica cujos membros, em sua ampla maioria, são ditadores e déspotas que, em seus países, menosprezam sistematicamente os direitos humanos. São, aliás, os "companheiros" de nossa diplomacia, os parceiros da cooperação Sul-Sul. Talvez se trate de uma cooperação pela democracia e pelos direitos humanos!
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Como não poderia deixar de ser, os mais fervorosos adeptos brasileiros do chavismo e do castrismo são os mais ardorosos críticos do golpe militar em Honduras. Ou seja, menosprezam a democracia e o Estado de Direito aqui e condenam os que resistem ao seu projeto acolá. O MST, a Via Campesina e os ditos movimentos sociais se arvoram em cruzados da democracia, quando a sua prática - e o seu discurso - é a de desprezo pelas instituições democráticas, a invasão de propriedades, o desrespeito ao Estado de Direito e as odes dirigidas a ditadores como Fidel Castro. Este é, de fato, o verdadeiro exemplo de "democrata".
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O presidente da República e o Itamaraty não perderam a ocasião de manifestar suas parcas convicções democráticas nestes últimos anos. Silêncio total sobre o genocídio de Darfur, em nome da suposta soberania daquele país. Silêncio sobre mais de 200 mil mortos? Em nome do que, mesmo? O presidente Lula não cessa de se fazer acompanhar por ditadores africanos, agora mesmo, na Líbia, com o déspota Kadafi, que já foi de tudo, até mesmo terrorista. Numa de suas ações mais espetaculares, explodiu um avião cheio de passageiros nos céus da Escócia, o que implicou o seu banimento da comunidade internacional por décadas. Eis aí outro companheiro "democrático". Em relação ao Irã, numa fraude eleitoral realizada pelo setor mais integrista do regime dos aiatolás, diante de manifestações maciças de cidadãos iranianos, nosso presidente se limitou a dizer, numa espécie de gracejo, que se tratava de um mero descontentamento, próprio de um time de futebol que perdeu a partida.
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Agora, em relação a Honduras, temos uma veemente condenação. Dá para acreditar? Será que falam sério ou se trata apenas de uma pantomima, ou melhor, de uma farsa dos que desprezam a democracia?
Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.
Deboche ... com deboche se paga.
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UMA PENA !
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- dizer que somos induzidos pelas revistas como a Veja, por exemplo. Parece que é uma forma de anular nossas críticas, nos acusando de falta de raciocínio suficiente para ter idéias próprias, sem capacidade para analisar fatos concretos. Somos apontados como mentalmente frágeis. Por que só nós seríamos induzidos pela opinião alheia? Os simpatizantes do PT seriam imunes à manipulação? De qualquer forma, o que interessa é debater o que é dito e apresentar argumentos que provem que o que é está errado.
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- geralmente – o que não é seu caso – ao invés de apresentar argumentos, nos chamam de imbecis, idiotas e partem para a agressão pessoal, fugindo do assunto.
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- apelam para o lado sentimental ao apontar o socialismo como a única verdade e ignoram (ou fingem ignorar) que aceitá-lo ou não é um direito. De maneira distorcida, ser capitalista ou neoliberal passou a ser crime. (http://www.suapesquisa.com/geografia/neoliberalismo.htm)
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- não admitem os erros cometidos pelos ‘de esquerda’ e tentam justificar todas as suas falcatruas. Ao contrário, os não simpatizantes do PT não têm constrangimento algum em apontar a imoralidade dos todos os parlamentares de todos os partidos. Nos revoltam o comportamento sujo de todos os políticos, inclusive os chamados TUCANOS.
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Frei Beto, as críticas que fazemos aqui não são infundadas, são baseadas em fatos. Por exemplo: Luís Inácio se criou politicamente com a criação do PT, o partido que, hoje, está desmoralizado por ele mesmo que, para garantir sua permanência no poder, se uniu justamente aos representantes do outro lado, o lado que sempre disse rejeitar.
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Não se justificam os elogios ao atual governo com base numa falsa distribuição de renda. Distribuir cotas, cestas e bolsas não melhora a situação do povo, apenas os torna dependentes do governo. Aplaudiria Luís Inácio se nesses seis anos de governo tivesse dado à população condições de futuramente serem capazes de se livrar das benesses que compram seus votos pelo medo de perder o pouco que vêem em sua mesa. Quanto ao que seria a confraria dos blogs, existe dos dois lados. ***Espero que o debate continue, até porque não respondi a tudo o que disse detalhadamente. E tomara que outros participem também, inclusive quem pensa como você. O ideal, mesmo, seria abrir um Fórum, mas não sei como fazer.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
O peso da palavra 'democracia' - LEITURA IMPRÓPRIA PARA MENORES
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Feirinha do Nordeste - fotos e comentários
Para começar, nada melhor do que esta foto. Ao lado da imagem de Chê Guevara, está o nome da loja: Escambau. Nada melhor do que isso para enfrentar, logo em seguida, uma tremenda buchada .
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Muita gente descontraída, simpática e simples dançando forró sem intenção de ser o centro das atenções. O objetivo deles não é se mostrar, mas se divertir. Não há preocupação em saber como estão sendo vistos pelos outros.****
A família sentada ao nosso lado. No cardápio escolheram um baião de dois, que chegou bem mais rápido que nossa buchada, quase me obrigando a atacar sua mesa com garfo e faca.
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Uma das coisas mais interessantes na Feirinha do Nordeste é a diversidade de lojas, como vemos acima. Enquanto uma leva um jeito - um tanto desajeitado pelo excessso de cor-de-rosa - de loja de Shopping, a outra nos lembra o Saara, no Centro do Rio, que é chamado por muitos de shoping a céu aberto.
E ao Tony, tim... tim...
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Após tanto tempo sem ir até a Feirinha do Nordeste, e depois de aproveitar a proximidade dessa gente isenta de 'frescura', lembrei dois extremos: um restaurante em Curitiba quando o garçon parou ao lado da nossa mesa, inclinou a garrafa de vinho e jogou a cabeça para trás de maneira teatral e o 'pé sujo' que descobrimos há pouco tempo e tem uma comidinha caseira tão gostosa que ganhou dois fervorosos adeptos, no meio dos taxistas que enchem o local.
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Para não deixar o assunto do blog de lado:
Nosso rascunho
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Muitos pegam o papel e escreviam seu texto de qualquer maneira sobre determinado assunto. Depois faziam uma revisão e percebiam os erros. Alteravam uma frase, tiravam outra, acrescentavam mais uma. Rabiscavam parágrafos e os substituíam. A maior preocupação era a nota, não o trabalho que estavam fazendo.
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*A Constituição brasileira, com todas essas emendas constitucionais intermináveis, parece exatamente isso:














