Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos,
porque a história de nossos políticos
pode causar deficiência moral irreversível.

É a vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida pública.


terça-feira, 7 de julho de 2009

"A direita não tem mais lugar na América Latina"

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Os países que se dizem defensores da ordem constitucional em Honduras se revoltam com a expulsão de Zelaya, com críticas e ameaças. Porém, comprovadamente tendenciosos, o viram desacatar a Suprema Corte, o Congresso e as Forças Armadas sem se manifestarem. Calados e inertes, aprovaram ou compacturam com Zelaya no desrespeito às leis com o objetivo de se manter no poder. Provem, então, que são de fato defensores da democracia e exijam que seu retorno, se houver, seja condicionado ao respeito à legislação que pretendia atropelar.
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Frase de Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores: "...foi uma revolução (ao se referir a Cuba), enquanto em Honduras foi um glope de Estado típico de uma direita que não tem mais lugar na América Latina."
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Espera aí!... Quem disse, ou melhor, quem determinou que a direita não tem mais lugar na América Latina? Foi o populismo chinfrim que se sustenta na ignorância de um povo faminto? Foi o sindicalismo oportunista que se alastrou no nosso continente, como piolho, da mesma forma que se alastrou nos órgãos públicos se deliciando às nossas custas? QUEM DETERMINOU QUE A DIREITA NÃO TEM MAIS LUGAR NA AMÉRICA LATINA? Quer dizer, então, que essa falsa esquerda virulenta, agora, foi implantada aqui definitivamente ?
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Por isso caba a nós, ao menos, sair conversando pelas ruas. Contando a eles como esse Luís Inácio humilha seus subordinados (perdoem a insistência, mas disso certamente o povo não gosta). Contar a todos que passarem à nossa frente quem é a verdadeira Dilma, uma ex-assaltante; que tem seu currículo na Casa Civil forjado com doutorado e mestrado inexistentes; que, da mesma maneira que seu guru, também menospreza as pessoas; que, ao contrário do que parece com aquele sorriso treinado e é uma tremenda grosseirona mal-humorada. Só não vale falar em Hugo Chaves porque a maior parte das pessoas pode até pensar que Venezuela é uma nova loja de sapatos.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Farsa – Por Denis Lerrer Rosenfield

Não deixam de causar estupefação as supostas declarações "democráticas" de nossa diplomacia, de nosso presidente e de um número significativo de dignatários, por assim dizer, latino-americanos (Chávez, Morales, Correa, etc.), condenando o golpe militar em Honduras. O golpe é certamente condenável, pois teria sido uma solução propriamente democrática seguir uma via institucional de resolução de conflitos, sem o recurso ao uso da força. O problema, no entanto, não é apenas esse, pois boa parte dos que condenaram o golpe militar não possui nenhuma credencial democrática. Ao contrário, eles tudo fazem para desfigurá-la. Usam-na conforme as suas conveniências.

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Há, contudo, uma questão preliminar, relativa à natureza desse golpe militar. Ele foi feito sob injunção do Supremo Tribunal daquele país e com pleno apoio do Poder Legislativo, pelo fato de o presidente não mais respeitar as decisões do Judiciário nem as do Congresso. Ele se colocou, progressivamente, fora da lei, abrindo um vácuo jurídico que foi aproveitado por seus adversários. Tentou convocar por decreto, por um ato administrativo, um referendo, que poderia desembocar numa reeleição sua, o que a Constituição daquele país proíbe.

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Não obedeceu ao Supremo, que proibia essa consulta, e agiu à revelia de um Congresso já atento a essa tentativa de circuitá-lo. Tentou usar os militares nesse seu processo de referendo, tarefa que foi recusada por eles. O problema reside, portanto, na natureza dessa iniciativa governamental, que considerou não mais ser necessário seguir a lei. É como se, para a democracia, bastasse um referendo popular, com completo menosprezo pelo Estado de Direito. Pode-se, nesse sentido, dizer que ele estava criando as condições de um golpe civil, na esteira do protoditador Hugo Chávez.

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O que é um golpe civil? É a subversão da democracia por meios democráticos, ou seja, o solapamento das instituições republicanas por meio de eleições. Tal prática corresponde à iniciativa dita bolivariana de instaurar na América Latina o "socialismo do século 21". Trocando em miúdos, trata-se de criar em nosso continente as condições de repetição das experiências cubana, soviética, cambojana, albanesa e outras, que povoaram com o horror o imaginário do século 20. Quando o continente europeu diz adeus a essas bandeiras, pelos malefícios e desastres causados, a América Latina começa a adotar um modelo cuja falência humana, econômica, social e política foi sem proporções. Apenas algumas palavras mudaram, como se essa máscara expressasse uma realidade de novo tipo. É o velho com aparências do novo. Engana-se quem quer se deixar enganar.

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O que faz Chávez na Venezuela, sendo imitado por seus esbirros Evo Morales e Rafael Correa? Ele utiliza processos eleitorais, com uso intensivo de referendos, para estabelecer para si um poder autocrático, que não precisa ser contrabalançado pelo Judiciário e pelo Legislativo. As leis são o que ele próprio determina que sejam, como se ele fosse a fonte mesma do Direito. O Supremo está aos seus pés e o Legislativo é por ele totalmente controlado. Os meios de comunicação são progressivamente silenciados, seja por fechamento de emissoras, seja por asfixia econômica, seja por ameaças puras e simples. O direito de propriedade é violado sistematicamente, com o Estado tomando conta dos meios de produção. Segue ele simplesmente a cartilha esquerdista, empregando os meios democráticos para destruir a própria democracia.

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Ora, são esses autocratas que condenam veementemente o golpe militar em Honduras em nome da democracia. Os liberticidas, os democraticidas posam de libertários e democratas. A Assembleia-Geral da ONU condena o golpe militar, quando é ela presidida por um adepto da Teologia da Libertação, ala esquerdizante da Igreja Católica cujos membros, em sua ampla maioria, são ditadores e déspotas que, em seus países, menosprezam sistematicamente os direitos humanos. São, aliás, os "companheiros" de nossa diplomacia, os parceiros da cooperação Sul-Sul. Talvez se trate de uma cooperação pela democracia e pelos direitos humanos!

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Como não poderia deixar de ser, os mais fervorosos adeptos brasileiros do chavismo e do castrismo são os mais ardorosos críticos do golpe militar em Honduras. Ou seja, menosprezam a democracia e o Estado de Direito aqui e condenam os que resistem ao seu projeto acolá. O MST, a Via Campesina e os ditos movimentos sociais se arvoram em cruzados da democracia, quando a sua prática - e o seu discurso - é a de desprezo pelas instituições democráticas, a invasão de propriedades, o desrespeito ao Estado de Direito e as odes dirigidas a ditadores como Fidel Castro. Este é, de fato, o verdadeiro exemplo de "democrata".

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O presidente da República e o Itamaraty não perderam a ocasião de manifestar suas parcas convicções democráticas nestes últimos anos. Silêncio total sobre o genocídio de Darfur, em nome da suposta soberania daquele país. Silêncio sobre mais de 200 mil mortos? Em nome do que, mesmo? O presidente Lula não cessa de se fazer acompanhar por ditadores africanos, agora mesmo, na Líbia, com o déspota Kadafi, que já foi de tudo, até mesmo terrorista. Numa de suas ações mais espetaculares, explodiu um avião cheio de passageiros nos céus da Escócia, o que implicou o seu banimento da comunidade internacional por décadas. Eis aí outro companheiro "democrático". Em relação ao Irã, numa fraude eleitoral realizada pelo setor mais integrista do regime dos aiatolás, diante de manifestações maciças de cidadãos iranianos, nosso presidente se limitou a dizer, numa espécie de gracejo, que se tratava de um mero descontentamento, próprio de um time de futebol que perdeu a partida.

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Agora, em relação a Honduras, temos uma veemente condenação. Dá para acreditar? Será que falam sério ou se trata apenas de uma pantomima, ou melhor, de uma farsa dos que desprezam a democracia?

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.

Deboche ... com deboche se paga.

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Justamente agora, que estamos aguardando a CPI da Petrobrás que foi providencialmente abafada pelos escândalos dos senadores - não do Senado, como preferem denominar - sai o anúncio abaixo na revista Piauí deste mês. Diz o seguinte :
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As riquezas do Brasil nunca estiveram em tãos boas mãos
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as suas.
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Só pode ser deboche.
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Mas vamos retribuir um deboche com outro.
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*** O fale conosco deixa um espaço para envio de mensagens,

mas não nos fornece seu e.mail, impossibilitando o envio de um anexo.

UMA PENA !

Frei Beto, agradeço ter aceito meu convite para um debate e admiro o que poderia ser considerado como coragem por se expor num blog que concentra a opinião de diversas pessoas que pensam de maneira diferente da sua. E o objetivo de um debate não é agredir ou colocar contra a parede quem discorda, muito pelo contrário. Quando todos pensam de uma única forma, o blog se transforma num espaço em que esperamos apenas aplausos.
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Comentários de Frei Beto ***
Dona Jurema, O convite que me fez lá daquele Tunico, aceitei ainda hoje. Te confesso que tive dificuldades para encontrá-la na NET, visto que o BLOG CASA MÃE JOANA já tem dona há muito tempo... mas deixa prá lá! O texto em pauta é por demais promissor para essa minha resposta ao seu convite que não tinha nenhuma ligação, por mim detectada, já que resolvi me indignar com o que "escreve" aquele Tunico, sobre a Petrobrás, e você se propos a incluir LULA... fixação? Freud explica! O desalinhamento natural ao LULA é gritante na confraria dos blogs alinhados aos TUCANOS, pois não caiu por terra a tese do partido moderno, ganhador de duas eleições contra o metalúrgico analfa e que por duas vezes quebrou a ECONOMIA BRASILEIRA? Isso foi até salutar, pois deu ao País a oportunidade de comparar, atestada, queira ou não, aceita por vocês, pelos institutos de pesquisas (até mesmo O SUSPEITÍSSIMO DATA-SERRA, ops, DATAFOLHA) da popularidade do SAPO BARBUDO.
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Mas, Jurema, o meu objetivo aqui não é TUNICAR (utilizar uma IRONIA SECA, antipática e nauseabuda) para parecer palatável. O que eu quero dizer é que, pode crêr, com essa política de Marketing, vocês, dessa confraria dos blogs, não vão conseguir convencer ninguém. Eu mesmo, de origem dos Grotões de meu Estado, comecei a vida como entusiasta dos tradicionais partidos UDENISTAS, gurus políticos de meus Pais, Avós, irmãos, comunidade em geral e tudo mais que insistia em ficar no ATRASO SECULAR IMPOSTO por esses caçadores de votos. Ao me transferir para a CAPITAL fui aliciado EDUCADAMENTE por facções PROFISSIONAIS DA ESQUERDA que tinham ARGUMENTOS FACTÍVEIS e não esse discursos com CHAVÕES SURRADOS COMO: 'democracia' na lata de lixo; simpatizante de Fidel; atentado à democracia; LULA ladrão; etc, etc. O seu TEXTO é por demais oportuno, pois tem fundamento científico na psicologia: o uso repetido das palavras, termos e denominações, e seus efeitos inesperado numa causa. De tanto classificarmos os POLÍTICOS DE LADRÕES, o termo LADRÃO perdeu o seu sentido: LADRÃO É AQUELE QUE "SUBTRAI ALGO PARA SI OU OUTREM. Para ROUBAR é preciso haver o ATO de subtrair UM OBJETO, algo paupável. O político em si pode até ser CORRUPTO, MENTIROSO, LACAIO, etc. Mas, LADRÃO, só será quando ROUBAR DINHEIRO, JÓIA, CARRO, MOTO, ETC "carregando o objeto". Como você faz com a FOTO DE DILMA travestida de LADRA no seu blog. (não há simpatia nenhuma nisso aí). E o risco de sua estratégia em angariar seguidores ou impor sua crença nesse desalinhamento natural contra LULA cair por terra se concretiza quando DILMA SUPLANTAR O ADVERSÁRIO NO PRÓXIMO PLEITO, não acha?
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Jurema, o que diria seus filhos se alguém tentasse denegrir sua origem através de fotos, crítica ao comportamento e estereótipo? Pois é assim que blogs, DE COTURNO NOTURNO, reinaldo azevedo ou não, fazem pela NET. Você não é uma desprovida de inteligência, mais faz o jogo dos fundamentalistas. Você mudaria de religião ouvindo o interlocutor denegrindo sua crença? Ou considerava, se o mesmo mostrasse as virtudes daquilo que querem vender como idéia? Pois é assim que vemos na internet: Um reinaldo azevedo que tem DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS SOBRE OS ATORES DA POLÍTICA NACIONAL, com seus DESALINHAMETO NATURAL EM RELAÇÃO AO LULA e uma legião de RIDÍCULOS IMITADORES de seus trejeitos manjados: "MANDO BALA EM PETRALHA" (como gosta de falar o TUNICO); "Vou alí saborear isso... saborear aquilo"... como faz um tal DE CORNUDO NOTURNO(desculpe a ironia seca). Há verdadeiros opositores com suas críticas ácidas, mas sem cair na antipatia do cretismo grosseiro. Carlos Chagas é um deles, Argemiro Ferreira, e vários outros da extinta TRIBUNA DA IMPRENSA.
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Sobrou a Náusea e o embrulhar de estômago de um "reinaldo azevedo" (minúscula, diogo mainardi e imitadores chifrins como os citados mais acima. Não tenho a pretenção de vê-la mudar de idéia, mais gostaria muito de vê-los serem mais palatáveis. E como eu, uma quantidade de pessoas assim também pensa: Votam no LULA, como ficou demonstrado nas últimas eleições, mais fogem da discussão política, pois têm visto essas práticas recorrentes; ofensas, críticas infundadas banalizar a discussão política. CHE GUEVARA tem ALGUMA IMPORTÂNCIA, ao invês só de tanta crítica imposta pela VEJA, não é não? Ví uma cena que me deu asco: UMA SENHORA da "alta" e seu filho adolescente, ao serem entrevistados em uma manisfestação contra CHÊ diziam que CHÊ nunca fez nada, SOMENTE ANDAVA DE MOTO... (numa alusão ao FILME!) JUREMA, não sou filiado a partido algum, não sou funcionário público e não sou PPE (Pessoa Politicamente Exposta). Voto no PT por acreditar na FILOSOFIA DO PARTIDO. Mas se algum dia, essa filosofia for de encontro aos meus anseios, ninguém me impedirá de mudar de lado. O que não aceito é esse estereótipo de petralha, detentor de bolsa-família, funcionário público, mamador das tetas do governo, COMO SÃO CLASSIFICADOS todos que não coadunam com o que vocês pregam.
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*** Frei Beto, gostaria de citar algumas características de quem defende o PT e dificultam o debate:

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- dizer que somos induzidos pelas revistas como a Veja, por exemplo. Parece que é uma forma de anular nossas críticas, nos acusando de falta de raciocínio suficiente para ter idéias próprias, sem capacidade para analisar fatos concretos. Somos apontados como mentalmente frágeis. Por que só nós seríamos induzidos pela opinião alheia? Os simpatizantes do PT seriam imunes à manipulação? De qualquer forma, o que interessa é debater o que é dito e apresentar argumentos que provem que o que é está errado.

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- geralmente – o que não é seu caso – ao invés de apresentar argumentos, nos chamam de imbecis, idiotas e partem para a agressão pessoal, fugindo do assunto.

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- apelam para o lado sentimental ao apontar o socialismo como a única verdade e ignoram (ou fingem ignorar) que aceitá-lo ou não é um direito. De maneira distorcida, ser capitalista ou neoliberal passou a ser crime. (http://www.suapesquisa.com/geografia/neoliberalismo.htm)

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- não admitem os erros cometidos pelos ‘de esquerda’ e tentam justificar todas as suas falcatruas. Ao contrário, os não simpatizantes do PT não têm constrangimento algum em apontar a imoralidade dos todos os parlamentares de todos os partidos. Nos revoltam o comportamento sujo de todos os políticos, inclusive os chamados TUCANOS.

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Frei Beto, as críticas que fazemos aqui não são infundadas, são baseadas em fatos. Por exemplo: Luís Inácio se criou politicamente com a criação do PT, o partido que, hoje, está desmoralizado por ele mesmo que, para garantir sua permanência no poder, se uniu justamente aos representantes do outro lado, o lado que sempre disse rejeitar.

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Não se justificam os elogios ao atual governo com base numa falsa distribuição de renda. Distribuir cotas, cestas e bolsas não melhora a situação do povo, apenas os torna dependentes do governo. Aplaudiria Luís Inácio se nesses seis anos de governo tivesse dado à população condições de futuramente serem capazes de se livrar das benesses que compram seus votos pelo medo de perder o pouco que vêem em sua mesa. Quanto ao que seria a confraria dos blogs, existe dos dois lados.

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Espero que o debate continue, até porque não respondi a tudo o que disse detalhadamente. E tomara que outros participem também, inclusive quem pensa como você. O ideal, mesmo, seria abrir um Fórum, mas não sei como fazer.

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

O peso da palavra 'democracia' - LEITURA IMPRÓPRIA PARA MENORES

Algumas palavras têm muito peso, seja pelo significado, pelo mau gosto ou outra coisa qualquer. Mas este peso pode passar por uma, digamos, dieta e se tornar bem mais leve. Elas perdem a importância.
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É o caso de um termo chulo que ouvimos muito de um amigo - um homem inteligente e bem informado - que, no início, nos deixava boquiabertos. Muitas de suas frases são acompanhadas de um "porra caralho" assustador. "Porra caralho, viu o que aconteceu ontem?" "Esse restaurante, porra caralho, é bom demais!" "Porra caralho, há quanto tempo não nos vemos." "Que chopp gostoso... porra caralho!" "Porra caralho, ontem eu sai ..."
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Depois de um tempo, a repetição e a naturalidade como era usado este termo horroroso fez tal palavrão perder a força. Não passava de uma simples interjeição. Perdeu o sentido e não causava mais impacto.
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Pois é exatamente o que acontece com as palavras que Luís Inácio emprega cansativamente e inadequadamente. A repetição dos termos muito usados pelo eterno falso sindicalista lhes tiraram o sentido para muitos de nós.
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No início, Luís Inácio se escorava na palavra 'trabalhador', em referência aos metalúgicos que dizia proteger. Era como se apenas os operários daquelas fábricas precisassem de emprego. Espertamente fingia ignorar que todas as pessoas decentes trabalham, incusive os empresários. Após um certo tempo, ninguém sabia mais qual o verdadeiro significado da palavra "tabalhador".
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Embora nos confundisse, era fácil compreender seu recurso ardiloso. A palavra operário se restringe apenas a um grupo, enquanto o termo trabalhador é bem mais abrangente. Seu palavrório atingiria maior número de pessoas e lhe garantiria mais simpatizantes.
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Mais tarde, percebeu que havia outras palavras que o ajudariam a ampliar seu eleitorado e aderiu aos termos "povo e pobre". Não era mais o simples defensor dos operários, nem dos trabalhadores. Agora seu foco era toda a população. Até hoje, em seu estilo de bom moço, se refere ao povo como se o termo não incluísse todos os brasileiros, indepente de sua situação financeira.
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Luís Inácio resolveu, ainda, se concentrar nos menos favorecidos e escolheu um novo chavão: pobre . Mas o que significa, para ele, a palavra "pobre"? Pobres são os desempregados? São aqueles que continuam recebendo apenas o salário mínimo que ele esconjurava quando sindicalista ? São os que moram na rua? A palavra 'pobre' também perdeu seu verdadeiro sentido. Hoje, os pobres são a sua bengala.
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Por saber que a liberdade é uma exigência de todos, sempre que ouve críticas ou se sente ameaçado, Luís Inácio se apoia numa outra palavra e usa, como defesa, o termo "democracia". É o eterno argumento de um manipulador que vê o brasileiro livre da ditadura militar. Tudo o que o contesta ou atrapalha é imediatamene denominado, por ele, como um atentado à democracia.
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Porém, mais que todas as outras, a palavra "democracia" está sendo enfraquecida e desmoralizada por Luis Inácio. Ao empregá-la dirtorcidamente como recurso em defesa de Sarney - um presidente do Senado sabidamente ladrão; ao se dizer um democrata, embora seja simpatizante de Fidel; ao se aliar a Ahmadinejad; e , principalmente, ao fazer discursos pela democracia no meio dos ditadores e genocidas na reunão da União Africana.
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Da mesma forma que banalizou e destruiu o valor das palavras "operário, trabalhador, povo e pobre", Luís Inácio se encarregou de jogar o termo 'democracia' na lata de lixo.
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Feirinha do Nordeste - fotos e comentários

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Para começar, nada melhor do que esta foto. Ao lado da imagem de Chê Guevara, está o nome da loja: Escambau. Nada melhor do que isso para enfrentar, logo em seguida, uma tremenda buchada .

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Muita gente descontraída, simpática e simples dançando forró sem intenção de ser o centro das atenções. O objetivo deles não é se mostrar, mas se divertir. Não há preocupação em saber como estão sendo vistos pelos outros.****

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O expert em bebidas muito gostosas, que mais parece baiano que nordestino. Mas isso não importa. O que vale é sua alegria, o seu sorriso espontâneo.
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A família sentada ao nosso lado. No cardápio escolheram um baião de dois, que chegou bem mais rápido que nossa buchada, quase me obrigando a atacar sua mesa com garfo e faca.

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Nosso garçon sarado e a menina com uma aparência tão ingênua quanto o material que levava para vender pelo caminho.
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Uma das coisas mais interessantes na Feirinha do Nordeste é a diversidade de lojas, como vemos acima. Enquanto uma leva um jeito - um tanto desajeitado pelo excessso de cor-de-rosa - de loja de Shopping, a outra nos lembra o Saara, no Centro do Rio, que é chamado por muitos de shoping a céu aberto.

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Aqui a vaidade excêntrica de um provável nordestino e a cabeça de um boi (ou touro) - usada como decoração no restaurante -, tão simpático que nos dá vontade de aderir à comida vegetariana.
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E ao Tony, tim... tim...

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Após tanto tempo sem ir até a Feirinha do Nordeste, e depois de aproveitar a proximidade dessa gente isenta de 'frescura', lembrei dois extremos: um restaurante em Curitiba quando o garçon parou ao lado da nossa mesa, inclinou a garrafa de vinho e jogou a cabeça para trás de maneira teatral e o 'pé sujo' que descobrimos há pouco tempo e tem uma comidinha caseira tão gostosa que ganhou dois fervorosos adeptos, no meio dos taxistas que enchem o local.

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Para não deixar o assunto do blog de lado:

Luís Inácio tem mesmo razão. Eles, os políticos, não são gente comum, gente como a gente. Pertencem a uma classe moralmente bem menor, do contrário não veriam o dinheiro e "status" como seu único prazer, sentiriam vergonha quando acusados de roubo e teriam capacidade para sorrir sem debochar.
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Nosso rascunho

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Sempre que leio sobre mais uma emenda constitucional, lembro de meus alunos quando faziam uma redação.

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Muitos pegam o papel e escreviam seu texto de qualquer maneira sobre determinado assunto. Depois faziam uma revisão e percebiam os erros. Alteravam uma frase, tiravam outra, acrescentavam mais uma. Rabiscavam parágrafos e os substituíam. A maior preocupação era a nota, não o trabalho que estavam fazendo.

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Ficavam um tempo enorme num troca-troca, mexe prá lá e prá cá que não tinha fim. Caso não houvesse um limite de tempo, a redação jamais seria terminada, podendo levar até um ano inteiro para ficar definitivamente pronta. Ou, talvez, nunca deixasse de ser apenas um rascunho inacabado.

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*** *A Constituição brasileira, com todas essas emendas constitucionais intermináveis, parece exatamente isso:

um eterno rascunho.
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